quarta-feira, 18 de maio de 2011

as Mulheres e o danado do Futebol

As mulheres são boas em criar teorias, e especialmente em defendê-las a qualquer custo. E com uma teoria sobre o gosto das mulheres pelo futebol não seria diferente. Em uma inusitada, rara, apressada e um tanto quanto perigosa teoria, no que se refere à paixão feminina pelo futebol, as mulheres podem ser classificadas em três categorias distintas:

1.-] Em um primeiro momento as mulheres que fingem que não entendem a lógica do futebol, que tem na ponta da língua frases do tipo: "22 machos correndo atrás de uma bola, para que mesmo?". Estas, escancarando o seu feminismo e, com ares de superioridade intelectual, são capazes de queimar até as próprias calcinhas para não concordar com um grupo declaradamente masculinizado. (Claro que eu poderia falar em queimar sutiãs, mas isso ficaria muito parecido com uma outra história). Mulheres exacerbadamente feministas dariam a própria vida para não concordar com qualquer grupo, situação ou, até mesmo, esporte predominantemente dominado pelos homens feudais que acorrentaram e calaram suas antecessoras. Estas são as que se sentem muito bem odiando o futebol, mas continuam a adorar seus mais entusiasmados admiradores.

2.-] Já em outra categoria temos as mulheres que gostam muito de futebol porque realmente querem se parecer em número, grau e, principalmente, em gênero, com os homens. Não sejamos tolos em acreditar que nesta tentativa de definição de categoria exista qualquer tipo de preconceito. Todos concordamos que toda e qualquer forma de preconceito é uma grande perda de tempo, então, vamos ao argumento. Existem mulheres que gostam de mulheres e existem aquelas que gostam tanto ou tão mais de mulheres do que de si mesmas, que preferem se portar como homens, tanto nos gestos, na maneira de se vestir, como nos seus hábitos. Logo, penso eu, não seria diferente com o futebol. Estas são as apaixonadas por tudo que possa lhes fazer parecer com um pouco mais de testosterona. E isso é um fato, assim como é fato que eu vivo a mentir sobre o meu peso, a usar roupas que me aparentem mais magra, então, empatamos.

3.-] Ainda temos as mais simples; que apenas gostam e não se sentem intimidadas pelo futebol. Aquelas que são tranquilas em, um dia na vida, assumir que gostam muito de futebol, e que juram que dão a devida importância para toda santa final de campeonato ou Copa. Que sabem bem admitir que não conseguem ter cabeça para decorar o nome dos jogadores dentro de campo, ou ainda para decorar os nomes das posições desses jogadores, porque são tantas coisas a lutar pelo mesmo espaço dentro do seu cérebro que isso também foge a elas. Apenas são. São-paulinas ou corinthianas. Mas que, em determinados momentos, conseguem se ambientar ainda mais com o danado do fute por conta de um certo clima emocional que este esporte pode causar com o lado negro da força, ou seja, com os homens. É inegável que há uma certa proximidade com o lado masculino do canal de comunicação quando uma mulher demonstra entender de futebol. Se o homem em questão é o pai, o irmão ou o parceiro, o futebol transforma a atmosfera. E inegavelmente mesmo é consentir que, onde há futebol, final de campeonato, reunião em volta da TV, há aquele desejado líquido amarelinho; essa união faz a força. (sem açúcar, no máximo uma porção de azeitonas).

Fazer sentido eu sei que faz, mas ser útil é outra conversa.

Evidente que nestas linhas a intenção é fervilhar o pensamento, acalorar as opiniões e tirar um grande barato da tensão que envolve uma das paixões do brasileiro. Mas, por outro lado, posso crer que ando com uma overdose de "ociosidade", pode ser.

[A inutilidade da ideia já existia, mas o "santo ouvido" a aguentar o desenrolar (por deveras criativo!) desse texto, foi o do querido Ivan Takashi, que está sempre mais do que certo em quase tudo que diz. rs]

2 comentários:

andrekano disse...

Acho que esse link tem um teste interessante pra saber em quais das classificações desse post uma mulher se enquadra [rs]: http://flaviap.tripod.com/futebol.htm

ErikaH Azzevedo disse...

me incluo na primeira categoria, antes pertencia à categoria do indiferente mas depois que conheci meu marido posso dizer o fultebol atrapalha um pouco minha vida, um pouco de ciume talvez, tempo demais disponível pra o tal, sabe como é né!E tanto ciume da bola tive que uma bola virei, rsrsrsr. Depois do advento da tv fechada então, não há descanso...sossego ou coisa assim, é artigo diário...tem jeito não.

Bjo minha linda.

Erikah