quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Do que pouco adianta dizer

Viver é entrar num redemoinho de atos, irreais ou não. é estar a todo instante, quer seja ocupado ou des. é estar produzindo, quer seja o presente, ou tecendo futuro. mas sempre me questiono se produzir silêncio também é!? enfim, voltando à questão do redemoinho, onde seus pés e vontade pouco adiantam, onde asas tem o mesmo efeito de um placebo. resta essa vontade imensa de achar uma possível gravidade, e apenas olhar o mundo e seu corpo a girar. quando menina, ao olhar a pipa dos meninos no céu, o que mais me admirava era o sincronismo de mãos e braços. o desenrolar das linhas, a agilidade, a pele marcada pelo sol e o aparente bailado dos meninos. a pipa era tão colorida de aguçar os olhos, mas todo o trabalho e voragem empregada pelos meninos eram os atos passíveis da minha observação. eu acreditava que estavam até no comando do vento. há sabedoria nos meninos com pipa.

ansiar
a liberdade desconhecida
a imprevisibilidade sempre atendida
o amor livre de gêneros e classificações
a escrita ainda mais livre de julgamentos,
ou seja, desejo umas irrealidades densas.



Um comentário:

Sophi (para os íntimos) disse...

mas sempre me questiono se produzir silêncio também é!?

- Em determinados momentos muitas vezes o sábio silencio é a melhor maneira de se produzir vida...
Empinar pipas é como voar através delas,perde-se no espaço e no tempo,por isso a causa de varios acidentes,rs... os garotos literalmente transcendem aquele momento,assim como nós quando os observamos...
Belo post,reflexivo como sempre!
Beijo amada minha!!